terça-feira, 23 de abril de 2013

A vingança

A vingança é um prato muito bom
Porque tem um sabor incomparável
É um prato que só comemos frio
E ao mesmo nada mesmo é comparável
Nos vingarmos de quem nos humilhou
Esse prato só conhece quem provou
Que a vingança não tem preço é impagável

Não consigo perdoar a quem me humilha
De vingar-me alimento a esperança
O perdão cabe a Deus e a mais ninguém
 O remédio que faz bem é a vingança
Só a mesma alivia o coração
Quem me ofende não terá o meu perdão
As ofensas eu conservo na lembrança

Se o perdão não partir do coração
É inútil nada vale para Deus
É um sinal que a vingança alimenta
De vingar-se dos inimigos seus
O perdão é um sublime sentimento
Essa história de perdão eu não aguento
Sou sincero com os sentimentos meus

Perdoar é esquecer completamente
De todo o mal que um dia alguém nos fez
Tal virtude não tem o ser humano
De vingar-se aguarda sua vez
Ninguém pode controlar seu coração
A vingança é o oposto do perdão
Da hipocrisia eu não quero ser freguês

Sou sincero no que penso e no que digo
Com certeza toda vida agi assim
Não desejo vida longa ao inimigo
Quando o mesmo só deseja o meu fim
O que sinto no peito logo externo
Quem quiser o meu mal que vá pro inferno
Que é o lugar reservado a gente ruim.




quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sou assim e não vou modificar.

Que as minhas sobrinhas Eliane Souza e Viviane Souza, leiam e interpretem bem os versos seguintes, pois é essa a minha maneira de ser. Como a genética não falha, tenho comigo a certeza que ambas são parecidas comigo em sua personalidade.



Por ser da forma que sou
Tenho pago um alto preço
Mas por ter nascido assim
A Deus eu muito agradeço
Não quero modificar
Assim vou continuar
Vergonha se trás de berço

Não vou de encontro a mim mesmo
Pra concordar com ninguém
Não sou desses que se abaixam
E a tudo dizem amém
Não ponho ninguém nas costas
Disso é que o povo não gosta
Mas me sinto muito bem

Prefiro ter prejuízo
A fazer o que não quero
Tudo faço por alguém
Que estimo e considero
Mas não consigo fingir
Só assim eu sei agir
Certas coisas não tolero

O povo só da valor
A quem souber bajular
Levantar chute no traseiro
Se direito a reclamar
Por isso não sou aceito
Ter vergonha é um defeito
Que eu procuro preservar

Quem quiser ser meu amigo
Tem que me considerar
Procure me tratar bem
Pra também eu lhe tratar
Sendo amigo não em ofende
Do jeito que eu sou me entende
Jamais vai me criticar

Como Calumbi estar
Espaço pra mim não tem
Penso e ajo diferente
É isso o que me convém
Com o que vejo não concordo
Incontinenti discordo 
Mesmo que desgoste alguém

Não ajo de outra maneira
Só consigo agir assim
Jamais procuro agradar
A quem não gosta de mim
Minha vida posso lhe dar
Sempre vai continuar
Achando que sou ruim.

A falsa humildade

Com muita frequência eu digo
Que humilde não há ninguém
Quem usa falsa bondade
É porque assim lhe convém
Trás camuflada a maldade
Demonstra falsa humildade 
Só enquanto nada tem

Vendo agora certa gente
Não consigo acreditar
Como é que alguém consegue
Tanto assim se transformar
A sua falsa humildade
Nada tinha de verdade
Veio agora comprovar

Ao veres uma pessoa
Que humilde demais quer ser
Podes prestar atenção
Ouça o que vou lhe dizer
Que ela é humilde nunca digas
Aguarde que ela consiga
Um bom salário obter

É a partir desse instante
Que a humildade evapora
Começa a pensar consigo
Que é muito importante agora
Isso é o que vem primeiro
Com a chegada do dinheiro
Sua máscara joga fora

Tem quem pense que humildade
É andar mostrando seus dentes
Mas eu posso assegurar
Que algo bem diferente
Tem quem use o disfarce
Com um sorriso na face
Pra enganar toda gente 

Tem quem se diga humilde
Mas é o diabo em pessoa
E pra quem é idiota
Se passa por gente boa
Porém se um degrau subir 
Já começa a se exibir
Só a maldade ressoa

Eu conheço muita gente
Que aparenta so bondade
Por trás de um falso sorriso
Oculta a sua maldade
Mas por humilde se passa
Quem de fato é disfarça
Fingindo falsa humildade

Calumbi está infestado
De gente que age assim
Que se passa por humilde
Do princípio ate o fim
E o que é não transparece 
E só mesmo Deus conhece
O quanto é má e ruim.

Calumbi.

Calumbi, outrora tão ingênuo, tão puro, atualmente é só arrogância e prepotência, onde as pessoas mudaram da água para o vinho, no sentido negativo: A ingenuidade acabou-se por completo em nossa gente, cujos olhos só enxergam o dinheiro e a posição social.


Sem desvio Calumbi
Vou descrever por inteiro
O povo tornou-se esperto
Ganancioso e matreiro
Enganar-se é tolice
É feroz a gulodice
Por posição e dinheiro

Daqui o povo é humilde
Enquanto nada possui
E para enganar aos trouxas
Como santo se inclui
Porém é outra a verdade
No peito esconde a maldade
Que em seguida distribui 

Daqui o povo é assim
E a cada dia piora
Sem dúvida o próprio diabo
Por socorro aqui implora
Descrevo com realismo
Me assusta o mercenarismo
Que aqui livremente aflora

Aqui quem sobe um degrau
Ja começa a se exibir
De quem antes fora amigo
Logo começa a fugir
Quem compra uma bicicleta
Sua arrogância é completa
Assim esta Calumbi

De antes a falsa humildade
Tende a desaparecer
Adota novos costumes
So mesmo vendo pra crer
Só se exibir lhe convém
Não cumprimenta a ninguém
Tal qual estou a dizer

Aqui eu conheço gente
Que era vista como santa
Mas ao melhorar e vida
Sua arrogância me espanta
A sua falsa humildade
Foi revertida em maldade
Hoje é espinho de garganta

Descrevo porque conheço
Pois nessa terra eu nasci
Quem de um centavo dispõe
É mestre em se exibir
Flutuar é o que falta
Garanto torres mais altas
Ruíram em Calumbi

Calumbi terra de artistas
Neste assunto é o primeiro
Terra que a dignidade
É vista por derradeiro
Ter virtude aqui não conta
Isso é o que me desaponta
O importante é ter dinheiro

Em Calumbi quem é bom
Valor nenhum ja não tem
Essa é a terra que o canalha
Humilha o homem de bem
É essa a grande verdade
Não vale a dignidade
Tal coisa aqui não convém

Em Calumbi quem é digno
É vítima da humilhação
Gente desclassificada
Comanda a perseguição 
Aqui não vale o direito
E os que tem mais defeitos
São os donos da razão

Os piores absurdos
Eu vejo em nossa cidade
Dita as regras do jogo
Quem não tem capacidade
Em mim vai crescendo a ira
Em Calumbi a mentira
Sempre sufoca a verdade

Privilégios e mordomias
Aqui andam de mãos dadas
Mas tal imoralidade
Por ninguém é criticada
Fica o bom desiludido
Do seu direito excluído 
Ja não tem direito a nada

Calumbi dos absurdos
O que descrevo eu assumo
A injustiça me revolta
Com a mesma não acostumo
Quem é bom fica esquecido
Cada dia mais perdido
Andando a esmo sem rumo

Fatos que aqui acontecem
Fico sem acreditar
Gente que não vale nada
Em gente digna a pisar
Sem motivo e sem razão
Por simples perseguição
Com a intenção de humilhar.