quinta-feira, 18 de abril de 2013

Calumbi.

Calumbi, outrora tão ingênuo, tão puro, atualmente é só arrogância e prepotência, onde as pessoas mudaram da água para o vinho, no sentido negativo: A ingenuidade acabou-se por completo em nossa gente, cujos olhos só enxergam o dinheiro e a posição social.


Sem desvio Calumbi
Vou descrever por inteiro
O povo tornou-se esperto
Ganancioso e matreiro
Enganar-se é tolice
É feroz a gulodice
Por posição e dinheiro

Daqui o povo é humilde
Enquanto nada possui
E para enganar aos trouxas
Como santo se inclui
Porém é outra a verdade
No peito esconde a maldade
Que em seguida distribui 

Daqui o povo é assim
E a cada dia piora
Sem dúvida o próprio diabo
Por socorro aqui implora
Descrevo com realismo
Me assusta o mercenarismo
Que aqui livremente aflora

Aqui quem sobe um degrau
Ja começa a se exibir
De quem antes fora amigo
Logo começa a fugir
Quem compra uma bicicleta
Sua arrogância é completa
Assim esta Calumbi

De antes a falsa humildade
Tende a desaparecer
Adota novos costumes
So mesmo vendo pra crer
Só se exibir lhe convém
Não cumprimenta a ninguém
Tal qual estou a dizer

Aqui eu conheço gente
Que era vista como santa
Mas ao melhorar e vida
Sua arrogância me espanta
A sua falsa humildade
Foi revertida em maldade
Hoje é espinho de garganta

Descrevo porque conheço
Pois nessa terra eu nasci
Quem de um centavo dispõe
É mestre em se exibir
Flutuar é o que falta
Garanto torres mais altas
Ruíram em Calumbi

Calumbi terra de artistas
Neste assunto é o primeiro
Terra que a dignidade
É vista por derradeiro
Ter virtude aqui não conta
Isso é o que me desaponta
O importante é ter dinheiro

Em Calumbi quem é bom
Valor nenhum ja não tem
Essa é a terra que o canalha
Humilha o homem de bem
É essa a grande verdade
Não vale a dignidade
Tal coisa aqui não convém

Em Calumbi quem é digno
É vítima da humilhação
Gente desclassificada
Comanda a perseguição 
Aqui não vale o direito
E os que tem mais defeitos
São os donos da razão

Os piores absurdos
Eu vejo em nossa cidade
Dita as regras do jogo
Quem não tem capacidade
Em mim vai crescendo a ira
Em Calumbi a mentira
Sempre sufoca a verdade

Privilégios e mordomias
Aqui andam de mãos dadas
Mas tal imoralidade
Por ninguém é criticada
Fica o bom desiludido
Do seu direito excluído 
Ja não tem direito a nada

Calumbi dos absurdos
O que descrevo eu assumo
A injustiça me revolta
Com a mesma não acostumo
Quem é bom fica esquecido
Cada dia mais perdido
Andando a esmo sem rumo

Fatos que aqui acontecem
Fico sem acreditar
Gente que não vale nada
Em gente digna a pisar
Sem motivo e sem razão
Por simples perseguição
Com a intenção de humilhar.

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