Sou feroz como o leão
Voraz como o leopardo
Astuto como a raposa
Sou veloz como o guepardo
Sutil igual a serpente
Bruto como o urso pardo
Eu sou abelha africana
Sou igual a cascavel
Se preciso uso o veneno
Sem provocar escarcéu
Dependendo do momento
Eu sei também dar o mel
Eu não sou juiz nem réu
Nem polícia nem refém
Porém cavo e tiro terra
Quando isso me convém
Se dou minha opinião
Só a verdade contém
Só digo aquilo que acho
Indiferente ao que seja
Não falo para agradar
Não digo o que alguém deseja
Sou amante da verdade
Vou buscá-la aonde esteja
Todo aquele que almeja
Ouvir o que lhe interessa
Não deve contar comigo
Não mudo a minha conversa
Nem mesmo sob ameaça
Não há nada que me impeça
Muitos não gostam de mim
Mas isso só me inspira
Pois eu defendo a verdade
Como condeno a mentira
Mas minha dignidade
Isso de mim ninguém tira
Só por despeito e inveja
E falta de competência
Alguém não gosta de mim
Pela minha inteligência
Não posso ser conivente
Apoiando a intransigência
Não uso a conveniência
Igual a tantos aqui
Que não dizem o que pensam
Sempre alguém vem coibir
Quem age dessa maneira
Vive bem em Calumbi
Não apoio o que é errado
Sou sincero e muito franco
Se gosto do amarelo
Por que escolher o branco?
Indo comprar um cavalo
Por que escolher o manco?
Quando abro a minha boca
A voz vem do coração
Se é certo digo sim
Se é errado digo não
Sempre falo por mim mesmo
Não como quer o patrão
Não nasci pra ser capacho
Não sirvo de tamborete
Foi aqui que me criei
Daqui conheço o macete
Não aplaudo o que não gosto
Pra que outros se deleitem
Existe quem não aceite
Ser da maneira que sou
Porém a mim não importa
Contente comigo estou
O meu caminho é correto
Sei muito bem aonde vou
Dessa maneira é que sou
Foi Deus quem me fez assim
Quem quiser que modifique
Para ser igual a mim
Pois nasci dessa maneira
Seguirei até o fim
Quando falo sou sincero
Em tudo aquilo que digo
Muito embora não agrade
A quem se diz meu amigo
Reconheço as qualidades
Mesmo do meu inimigo
Eu jamais direi amém
Não sigo por essa trilha
Com muitos eu não comungo
Nem rezo em sua cartilha
Gosto de quem faz justiça
Não apoio a quem humilha
Sou de um outro formigueiro
Essa é a verdade eu que o diga
Tenho hábitos diferentes
Porém conheço a ortiga
Sabendo a folha que corto
Inteligente formiga
Sempre descrevo a verdade
E em poucas frases resumo
E o que digo não nego
Já que descrevo assumo
Com os hábitos de certa gente
Eu morro e não acostumo
Querer porém não falar
Ouvir sem nada dizer
Esperar passivamente
Que alguém fale por você
Eu jamais me presto a isso
Assim não consigo ser
Tenho boca pra falar
Só a verdade me convém
Eu falo aquilo que é certo
Mesmo que discorde alguém
Sempre que ajoelho rezo
Mas nem sempre digo amém
Sendo necessário aplaudo
Mas se discordo protesto
Nunca fui de me omitir
E sempre me manifesto
Não exijo cem porcento
Nem me conformo com o resto
Não sou daqueles que houvem
Mas não tiram conclusões
Não antecipo os meus passos
Pra não ter decepções
Otimista precavido
Que teme desilusões
Esse é o meu grande problema
Não sei fingir que estou surdo
Se devo falar eu falo
Não faço papel de mudo
Sou o crítico de mim mesmo
E não concordo com tudo
Sendo pra dizer eu digo
Não encaro o prejuízo
Se o coração está triste
Pra que nos lábios um sorriso
Não sou útil a quem não gosto
Como também não preciso
Para quem não tem vergonha
Tudo na vida é normal
Ter posição de destaque
Sem ver o lado moral
Viver bem a qualquer custo
É de fato o principal
Eu gosto de quem decide
Dando a sua opinião
Que na hora necessária
Tome a sua decisão
E indiferente a tudo
Ouça a voz do coração
Não tolero quem é neutro
Assim meu pai já dizia
Porque o neutro se omite
Apenas por covardia
Para agradar aos dois lados
É a sua filosofia
Se para subir na vida
Eu tiver que me arrastar
Aos pés de quem não merece
Isso eu não posso aceitar
Prefiro mesmo ser pobre
Mas não me deixo humilhar
Não tenho jeito pra isso
Não nasci pra bajular
Não ponho ninguém no braço
Com a intenção de lhe agradar
Isso é pra gente sem classe
Porque valor não se dar
Por quem gosto tudo faço
Pois muito sincero eu sou
Não o faço por interesse
E a quem gosto dou valor
Ao que muito se abaixa
Sem dúvida não tem pudor
Para os que são desse tipo
Vai aqui o meu desprezo
Gente assim eu ignoro
Na balança não tem peso
A quem é dessa maneira
De mim só terá desprezo
Assim conheço bastante
Que não sabe o que é classe
Para ter o que deseja
Vai mantendo o seu desface
E talvez nem se dê conta
Que de canalha não passe
Não há denominação
Pois a nada se compara
É bom dinheiro no bolso
Como vergonha na cara
Porém em certas pessoas
Isso é coisa muito rara
Pra essas pessoas eu olho
E até fico um pouco atônito
Quanta falta de vergonha
Chego a ter ânsia de vômito
Já sei do que são capazes
Pelo meu desconfiômetro.
Sou de um outro formigueiro
Essa é a verdade eu que o diga
Tenho hábitos diferentes
Porém conheço a ortiga
Sabendo a folha que corto
Inteligente formiga
Sempre descrevo a verdade
E em poucas frases resumo
E o que digo não nego
Já que descrevo assumo
Com os hábitos de certa gente
Eu morro e não acostumo
Querer porém não falar
Ouvir sem nada dizer
Esperar passivamente
Que alguém fale por você
Eu jamais me presto a isso
Assim não consigo ser
Tenho boca pra falar
Só a verdade me convém
Eu falo aquilo que é certo
Mesmo que discorde alguém
Sempre que ajoelho rezo
Mas nem sempre digo amém
Sendo necessário aplaudo
Mas se discordo protesto
Nunca fui de me omitir
E sempre me manifesto
Não exijo cem porcento
Nem me conformo com o resto
Não sou daqueles que houvem
Mas não tiram conclusões
Não antecipo os meus passos
Pra não ter decepções
Otimista precavido
Que teme desilusões
Esse é o meu grande problema
Não sei fingir que estou surdo
Se devo falar eu falo
Não faço papel de mudo
Sou o crítico de mim mesmo
E não concordo com tudo
Sendo pra dizer eu digo
Não encaro o prejuízo
Se o coração está triste
Pra que nos lábios um sorriso
Não sou útil a quem não gosto
Como também não preciso
Para quem não tem vergonha
Tudo na vida é normal
Ter posição de destaque
Sem ver o lado moral
Viver bem a qualquer custo
É de fato o principal
Eu gosto de quem decide
Dando a sua opinião
Que na hora necessária
Tome a sua decisão
E indiferente a tudo
Ouça a voz do coração
Não tolero quem é neutro
Assim meu pai já dizia
Porque o neutro se omite
Apenas por covardia
Para agradar aos dois lados
É a sua filosofia
Se para subir na vida
Eu tiver que me arrastar
Aos pés de quem não merece
Isso eu não posso aceitar
Prefiro mesmo ser pobre
Mas não me deixo humilhar
Não tenho jeito pra isso
Não nasci pra bajular
Não ponho ninguém no braço
Com a intenção de lhe agradar
Isso é pra gente sem classe
Porque valor não se dar
Por quem gosto tudo faço
Pois muito sincero eu sou
Não o faço por interesse
E a quem gosto dou valor
Ao que muito se abaixa
Sem dúvida não tem pudor
Para os que são desse tipo
Vai aqui o meu desprezo
Gente assim eu ignoro
Na balança não tem peso
A quem é dessa maneira
De mim só terá desprezo
Assim conheço bastante
Que não sabe o que é classe
Para ter o que deseja
Vai mantendo o seu desface
E talvez nem se dê conta
Que de canalha não passe
Não há denominação
Pois a nada se compara
É bom dinheiro no bolso
Como vergonha na cara
Porém em certas pessoas
Isso é coisa muito rara
Pra essas pessoas eu olho
E até fico um pouco atônito
Quanta falta de vergonha
Chego a ter ânsia de vômito
Já sei do que são capazes
Pelo meu desconfiômetro.
