terça-feira, 31 de julho de 2012

Sou de um outro formigueiro

Sou feroz como o leão
Voraz como o leopardo
Astuto como a raposa 
Sou veloz como o guepardo
Sutil igual a serpente
Bruto como o urso pardo

Eu sou abelha africana
Sou igual a cascavel
Se preciso uso o veneno
Sem provocar escarcéu
Dependendo do momento
Eu sei também dar o mel

Eu não sou juiz nem réu
Nem polícia nem refém
Porém cavo e tiro terra
Quando isso me convém
Se dou minha opinião
Só a verdade contém

Só digo aquilo que acho
Indiferente ao que seja
Não falo para agradar
Não digo o que alguém deseja
Sou amante da verdade
Vou buscá-la aonde esteja

Todo aquele que almeja
Ouvir o que lhe interessa 
Não deve contar comigo
Não mudo a minha conversa
Nem mesmo sob ameaça
Não há nada que me impeça 

Muitos não gostam de mim
Mas isso só me inspira
Pois eu defendo a verdade
Como condeno a mentira
Mas minha dignidade
Isso de mim ninguém tira

Só por despeito e inveja
E falta de competência
Alguém não gosta de mim
Pela minha inteligência
Não posso ser conivente
Apoiando a intransigência

Não uso a conveniência
Igual a tantos aqui
Que não dizem o que pensam
Sempre alguém vem coibir
Quem age dessa maneira
Vive bem em Calumbi

Não apoio o que é errado
Sou sincero e muito franco
Se gosto do amarelo
Por que escolher o branco?
Indo comprar um cavalo
Por que escolher o manco?

Quando abro a minha boca
A voz vem do coração
Se é certo digo sim
Se é errado digo não
Sempre falo por mim mesmo
Não como quer o patrão

Não nasci pra ser capacho
Não sirvo de tamborete
Foi aqui que me criei
Daqui conheço o macete 
Não aplaudo o que não gosto
Pra que outros se deleitem

Existe quem não aceite
Ser da maneira que sou
Porém a mim não importa
Contente comigo estou
O meu caminho é correto
Sei muito bem aonde vou

Dessa maneira é que sou
Foi Deus quem me fez assim
Quem quiser que modifique
Para ser igual a mim
Pois nasci dessa maneira
Seguirei até o fim

Quando falo sou sincero
Em tudo aquilo que digo
Muito embora não agrade
A quem se diz meu amigo
Reconheço as qualidades
Mesmo do meu inimigo

Eu jamais direi amém
Não sigo por essa trilha
Com muitos eu não comungo
Nem rezo em sua cartilha
Gosto de quem faz justiça
Não apoio a quem humilha

Sou de um outro formigueiro
Essa é a verdade eu que o diga
Tenho hábitos diferentes
Porém conheço a ortiga 
Sabendo a folha que corto
Inteligente formiga

Sempre descrevo a verdade
E em poucas frases resumo
E o que digo não nego
Já que descrevo assumo
Com os hábitos de certa gente
Eu morro e não acostumo

Querer porém não falar
Ouvir sem nada dizer
Esperar passivamente
Que alguém fale por você
Eu jamais me presto a isso
Assim não consigo ser

Tenho boca pra falar
Só a verdade me convém
Eu falo aquilo que é certo
Mesmo que discorde alguém
Sempre que ajoelho rezo
Mas nem sempre digo amém

Sendo necessário aplaudo
Mas se discordo protesto
Nunca fui de me omitir
E sempre me manifesto
Não exijo cem porcento
Nem me conformo com o resto

Não sou daqueles que houvem
Mas não tiram conclusões
Não antecipo os meus passos
Pra não ter decepções
Otimista precavido
Que teme desilusões

Esse é o meu grande problema
Não sei fingir que estou surdo
Se devo falar eu falo
Não faço papel de mudo
Sou o crítico de mim mesmo
E não concordo com tudo

Sendo pra dizer eu digo
Não encaro o prejuízo
Se o coração está triste
Pra que nos lábios um sorriso
Não sou útil a quem não gosto
Como também não preciso

Para quem não tem vergonha
Tudo na vida é normal
Ter posição de destaque
Sem ver o lado moral
Viver bem a qualquer custo
É de fato o principal

Eu gosto de quem decide
Dando a sua opinião
Que na hora necessária
Tome a sua decisão
E indiferente a tudo
Ouça a voz do coração

Não tolero quem é neutro
Assim meu pai já dizia
Porque o neutro se omite
Apenas por covardia
Para agradar aos dois lados
É a sua filosofia

Se para subir na vida
Eu tiver que me arrastar
Aos pés de quem não merece
Isso eu não posso aceitar
Prefiro mesmo ser pobre
Mas não me deixo humilhar

Não tenho jeito pra isso
Não nasci pra bajular
Não ponho ninguém no braço
Com a intenção de lhe agradar
Isso é pra gente sem classe
Porque valor não se dar

Por quem gosto tudo faço
Pois muito sincero eu sou
Não o faço por interesse
E a quem gosto dou valor
Ao que muito se abaixa
Sem dúvida não tem pudor

Para os que são desse tipo
Vai aqui o meu desprezo
Gente assim eu ignoro
Na balança não tem peso
A quem é dessa maneira
De mim só terá desprezo

Assim conheço bastante
Que não sabe o que é classe
Para ter o que deseja
Vai mantendo o seu desface
E talvez nem se dê conta
Que de canalha não passe

Não há denominação
Pois a nada se compara
É bom dinheiro no bolso 
Como vergonha na cara
Porém em certas pessoas
Isso é coisa muito rara 

Pra essas pessoas eu olho
E até fico um pouco atônito 
Quanta falta de vergonha
Chego a ter ânsia de vômito
Já sei do que são capazes
Pelo meu desconfiômetro.  
  

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Como agem certas pessoas

Chego a ficar abismado
E quase não posso crer
Nas grandes futilidades
Que aqui vejo acontecer
Em alguém tanta arrogância
Fingindo tanta importância
Quando sabe nada ser

Não devo denominá-las
Mas bem que eu gostaria
Se não trouxesse problemas
Eu não me recusaria
De falar tudo o que penso
E os seus nomes por extenso
Com muito prazer diria

Pessoas que nada foram
Pessoas que nada são
Que ostentam tanto orgulho
Representando o pavão
E quando as vejo passar
Fico a lhes observar
Mal tocam seus pés no chão

Que falta de formação
Em tanta gente daqui
Que de fato não é nada
Isso eu volto a repetir
Que não aceita a verdade
Foge da realidade
Acha mais prático fingir

Pessoas que foram simples
E a todos cumprimentavam
E de modo tão humilde
Pelas ruas caminhavam 
Quando viam quando iam
Mas decerto eu não sabia
Que apenas representavam

Mas diz um velho ditado
Que concordo plenamente
Que a gente ver as pessoas
Mas não sabe realmente
Que aparentam só bondade
Porém na realidade
São péssimas intimamente

Pessoas que nada eram
E agora pensam que são
Nada significavam
Sempre viveram no chão
Mas de uns tempos para cá
No chão negam-se a pisar
Por falta de formação

Mas tudo na vida passa
Tanto o bom quanto o ruim
E aqueles que se julgam
Fingindo importância a mim
O orgulho é coisa vã 
Espero que amanhã
Tudo isso tenha fim.

sábado, 28 de julho de 2012

O ciúme

O ciúme é o fogo para a pólvora
É poeira para o tuberculoso 
É cangalha para o burro manhoso
É espirro pra quem foi operado
Futebol para um homem mutilado 
É a cruz que se mostra a satanás 
É a guerra que substitui a paz
O amor ele destrói em cem porcento 
Como a lepra destrói de pouco-a-pouco
O ciúme destrói o casamento

O ciúme é como a lança
Quando atinge o alvo em cheio
Deixa um ferimento feio
No local que atingiu 
Diz ter visto o que não viu
Vai destilando o veneno
Ver grande o que é pequeno
Tudo só vê com aumento 
Não há dúvida que o ciúme 
Destrói qualquer casamento

O ciúme é anão
Mas tem olhos de gigante
É uma batalha incessante
Entre o real e a mentira
O ciúme se inspira
Somente em suposições
Prejudica aos corações
Leva-os ao padecimento 
Não há dúvida que o ciúme
Destrói qualquer casamento.


Assim penso eu.

Muitas vezes é melhor
Antes da gente cuspir 
Refletir por várias vezes
E optar por engolir 
Pra minimizar o ódio
Que o peito tenta explodir 

Não esqueço certas coisas
Que me agridem moralmente
Me deixam fora do sério
Não posso tirar da mente
Eu só penso em revidar
Tudo em dobro incontinenti

Gosto de ser como sou
Não posso fugir a regra
Eu pago caro por isto
Mas ser assim me alegra
Pois quem não tiver defeitos
Que atire a primeira pedra

As vezes a gente erra
Mas é tentando acertar
As vezes a gente acerta
Mas a vontade é errar
Pois quem erra está tentando
Os seus erros consertar 

Não sei se é certo ou errado
Ser da maneira que sou
A genética nunca falha
Pai do meu pai meu avô
Qualidades e defeitos
Vem do meu bisavô 

Quando nos vem a alegria
Já ficamos a cismar
A tristeza está por perto
Não tarda a se aproximar 
Ambas tem a mesma estrada
Não podem se separar.






quarta-feira, 25 de julho de 2012

Astutos como a rapoza

Sei que um dia o prefeito irá saber
Que amigo ninguém possui aqui
Com argumentos assim posso dizer
Desde cedo tal verdade eu aprendi
De quem manda todos querem ser amigos
De quem perde se declaram inimigos
É assim que acontece em Calumbi

Vejo agora em Calumbi muitos espertos
Que em política o que passei nem adivinham
Pois na hora da onça beber água
Dentro em casa se escondiam na cozinha 
Quem só fica do lado que ganhar
Meu tapete veio agora pra puxar
Não enxerga que foi árdua a luta minha

Quem foi contra sendo contra continua
E não muda a sua opinião 
Mesmo aqueles que o prefeito os empregou 
A tendência é votar na oposição 
De externarem sua vontade é o seu direito
E vão dar uma rasteira no prefeito
A resposta vão lhe dar nesta eleição. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Calumbi dos absurdos

Mesmo a lei da gravidade aqui é nula
Incrivelmente a água sobe o morro
As injustiças daqui ninguém calcula
Os que são justos imploram por socorro
Referente a política este é um fato
Em calumbi o rato assusta o gato
Naturalmente o rabo abana o cachorro

Aqui a ema voa mais que o beija flor
Já a raposa protege o galinheiro
O escorpião da barata tem pavor
Terra que a onça e o bode são parceiros
Calumbi onde o urso teme o peixe
Enganar-se com a verdade não se deixe
Ganha a corrida quem chegar por derradeiro

Aqui o réu é quem dá o veredito
O apenado em Calumbi é o juiz
Nessa terra do bambu se estrai palmito
Da filial vão as ordens pra matriz
Meu caderno de mágoas é extenso
Cada dia que passa me convenço 
Que dessa forma ninguém pode ser feliz

O advogado faz papel de arquiteto
O arquiteto faz papel de advogado
A embalagem vale mais que o remédio
O bioquímico representa o magistrado
Faz tijolos quem aqui é marceneiro
Psiquiatra nessa terra é curandeiro
Finalmente em Calumbi tudo é trocado

O engenheiro aqui cuida da saúde
Trabalha o médico na construção civil
Quanto a verdade aqui ninguém se ilude
Que o mês de março vem depois do mês de abril
Sinceridade aqui perde pro cinismo 
É condenado a viver no ostracismo
Quem não aceita que eliminem os seus brios 

É ignorado quem possui capacidade 
Para os políticos nada vale a competência 
É perseguido quem aqui fala a verdade
E descartado quem possui inteligencia 
Para que assim não lhes roubem o espetáculo 
Dos que governam são enormes os tentáculos
Dos que são leigos prevalece a interferência

É por isso que vivemos no atraso
Em Calumbi essas coisas acontecem
O que digo não o faço por acaso
Os mais justos aqui nada merecem
Nestes versos descrevo as minhas críticas
Tudo aqui gira em torno da política
Este é um fato que todos reconhecem

A injustiça me deixa revoltado
Calumbi neste assunto não tem páreo
Nessa terra onde o justo é castigado
E conduzido a estrada do calvário
Pela classe política é perseguido 
Quem não devia pelos quais é protegido
Por todos eles é querido e venerado. 


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Relógio de Algibeira, fabricado em 1922 em homenagem ao primeiro centenário da independência do Brasil.

  O mesmo contem em suas bordas, as datas históricas das revoluções da época do império. No fundo, o mesmo contém Dom Pedro Primeiro, as margens do Rio Ipiranga. #Vende-se. 


Entrar em contato com, Franco de Dunga.

Pelo N° de cel (087) 8817-5307



Pensamentos meus

A mentira nem sempre prejudica, a verdade nem sempre trás o bem;

Com a mentira muitos chegaram ao topo da pirâmide, com a verdade muitos estão debaixo do chão; 

Se as pessoas que são convenientes e hipócritas usassem chocalho, ninguém conseguiria dormir com o barulho; 

Se a hipocrisia e a falsidade dessem choque, teríamos que usar luvas de proteção ao pegarmos na mão de certas pessoas; 

Tem gente que nada fala, nada ouve, nada diz... Desde que leve vantagem;

Nunca digas que alguém é humilde, sem esse alguém nada ter. Espere que ele consiga ter algo a mais que você;

Nessa vida o que mais me irrita, é ver quem é lagartixa querer se passar por jacaré;

Uma boa amizade é igual a joia rara, com amizade ruim quem se iludir quebra a cara; 

Tem gente que aparenta ser um inofensivo beija-flor, mas age feito uma águia; 

Tem gente que é como o purgante, mesmo que nos faça o bem a gente não gosta; 

Comparo o orgulho à ferrugem, que todo o ferro corrói, da mesma forma o orgulho, ao próprio dono destrói; 

Por trás da falsa humildade dos dissimulados, se esconde grande arrogância; 

A falsa amizade é como bijuteria, não tem valor nenhum; 

A gente boa, fazer o mal é pecado... A gente ruim, fazer o bem é perdido;

Gente ruim é como burro, não merece confiança;

Se canalhice exalasse mal cheiro, perto de certas pessoas teríamos que tapar o nariz. 

Não vou de encontro ao meu ego

Adular eu não sei não aprendi
Vai de encontro a minha formação
Se eu agisse como alguns agem aqui
Não teria o aval do coração
A verdade simplesmente eu confesso 
Dessa forma eu não quero ter sucesso
Pra não ter que andar olhando para o chão

Eu prefiro ser pobre na verdade
A fazer o que muita gente faz
Como eu quem possui dignidade 
Muito sofre mas consegue está em paz
Tem quem pense ser homem por se macho
Mas de outros se presta a ser capacho 
Das piores canalhices é capaz.


terça-feira, 17 de julho de 2012

A mentira nem sempre prejudica, a verdade nem sempre trás o bem

Todos dizem que a verdade
Não devemos esconder
Que em todo e qualquer momento
Deve então prevalecer
Porém na realidade
Tem muitos na eternidade
Por a verdade dizer

A verdade é muito bom
Mas ninguém gosta de ouvir
Garanto que em certos casos
É bem melhor se omitir 
Que a verdade dói sabemos
E em certos momentos vemos
Que é mais prudente mentir

Podem prestar atenção
Que é essa a realidade
Só é aceito quem mente
Perante a sociedade
Entretanto é detestado
Por todos ignorado
Quem só gosta da verdade

Tem quem goste da verdade
Enquanto ela não lhe atinge
Quando a mesma vem a tona
Fere e marca feito impinge 
Aliviado suspira
Gosta mesmo é da mentira
Que ama a verdade fingi

A verdade eu só comparo
A uma faca de dois gumes
Quem a diz arranja intrigas
Vai ao túmulo e não ao cume
É essa a realidade
Tem horas que a verdade
Trás problemas e queixumes. 

As aparências enganam

Eu conheço muita gente
Que era alegre e sorridente
Andava mostrando os dentes
Mas era por nada ter
Hoje por pensar que tem
Não cumprimenta a ninguém
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Mudou da água pro vinho
Ontem chita hoje linho
Até muda de caminho
Quando na rua me ver
Sabendo não ser ninguém
Só empáfia é o que tem
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Gente que tão pobre eu vi 
Só por um degrau subir
Hoje nega-se a sorrir
Ostenta sem nada ter
Vou um pouco mais além 
Para mim não é ninguém
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Em quem antes confiei
Me decepcionei 
Mas bom proveito tirei
Claramente posso ver
Isentar não sei a quem
Que não tinha e hoje tem
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Quem antes fora bonzinho 
Ao me ver torce o caminho
Em frente sigo sozinho
Já nada posso fazer
O mesmo faço também
Lhe vejo como ninguém
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Gente insignificante
Porém se juga importante 
A desprezo a casa instante
Só assim eu sei fazer
Comigo estou muito bem
Gente ruim não me convém 
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Quem antes se camuflava
Muito bem representava
E demonstração não dava
Para a verdade esconder
O que a tona um dia vem
A qual não poupa ninguém 
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

É essa a realidade
Descrevi só a verdade
Gente sem dignidade
É o que mais a gente vê
Nenhuma dúvida me resta
Não está escrito na testa
Quer saber se alguém presta?
Dê-lhe dinheiro e poder.

Reflexão

 Quem presta não faz o mal
Tal coisa não lhe convém
Gente boa não se envolve
Com problemas de ninguém
O que digo é consciente 
Quem de fato é boa gente
Ao próximo só faz o bem

Existe aqui certa gente
Que eu não consigo entender
Que com a vida dos outros
Procura se envolver
Ao próximo trás o dilema
Quando os seus próprios problemas
Não consegue resolver

Os meus problemas são meus
Cada um cuide de si 
Porém agindo ao contrário
Muita gente tem aqui
Que de ser má não desiste
Cuja maldade persiste
Tem de sobra em Calumbi

Que me perdoe quem foi bom
Que dane-se quem não presta
Muita gente sem caráter
A nossa cidade infesta
Pessoas intrometidas 
Que dedicam suas vidas 
A macular gente honesta 

Muita gente em Calumbi
Julga o próximo sem razão
E nos problemas alheios 
Fica dando opinião
Pisando em seu próprio rabo
Maldosa feito o diabo
Que está no seu coração.


Nunca julgues a ninguém 
Por ter severa expressão 
O que vale é o seu caráter
Também sua formação
Eu conheço muita gente
Que anda mostrando seus dentes
Porém não vale um tostão. 

Calumbi de outrora

      Desde sua fundação foi Calumbi. Alguns anos depois, passou a ser São Serafim, em homenagem ao Frei Serafim de Catânia, que construiu a Igreja local, em 1866, vindo a mesma a sofrer algumas modificações, descaracterizando-a quase por completo. Desde sua emancipação em 20 de dezembro de 1963, como cidade independente, voltou a ser novamente chamada Calumbi, planta da família das leguminosas, cujos espinhos são pontiagudos, causando grande dor ao perfurar! Em resumo, a planta calumbi deu origem ao nome da nossa cidade. São serafim da minha infância, cujo nome passou para Calumbi, quando teve sua independência política em 1963. Nunca mais foi o mesmo, após sua troca de identidade, Calumbi tem só espinhos. Como poderia eu, nem por alto imaginar que o meu querido São Serafim, após passar a ser Calumbi, se transformaria de modo tão radical, a ponto de se tornar irreconhecível pelos seus próprios filhos e até ignorá-los e desprezá-los completamente, como se fossemos estranhos. São Serafim que outrora, tão bem acolheu seus primeiros filhos, passando a ser Calumbi, os ignora totalmente; Apenas os seus filhos mais abastados é que tem a sua proteção, a sua dedicação de pai, quanto o seu carinho. Passando a ser Calumbi, tornou-se mercenário: Não o reconheço mais. Quando era São Serafim era puro quanto ingênuo, desprovido de maldades. Não existia essa ganância generalizada, que ai está, que apoderou-se quase que totalmente, do nosso povo, outrora tão humilde. Em Calumbi, o mercenarismo nunca teve tantos adeptos quanto agora no presente, onde a palavra de ordem, é: Salve-se quem puder. Em outras épocas, a consciência do nosso povo, é que ditava as regras, e as pessoas de bem, obedeciam sem protestar. Com o passar dos dias, ocorreram as mutações trazendo novos costumes que foram se tornando normais, para certas pessoas que não tem qualquer compromisso, com suas origens, e muito menos com a sua cultura. 


Eu nasci em Calumbi
Como também me criei
Segurando em suas mãos
Meus primeiros passos dei
Pouco-a-pouco fui crescendo
Calumbi fui entendendo 
De ser ingênuo deixei

São Serafim foi uma tela
Que aos poucos perdeu as cores
Foi outrora uma roseira
Toda encoberta de flores
Calumbi tem só espinhos
Que infestam os caminhos
Dos atuais moradores

Vendo agora Calumbi
Me invade a desesperança 
Aqui era um paraíso 
Nos meus tempos de criança
Dos homens que aqui viveram
Um por um todos morreram
Dos quais eu guardo as lembranças

É muito grande a saudade
Do Calumbi de outrora
Era ingênuo o nosso povo
E não como está agora
Hoje é cada um por si 
Por isso é que Calumbi
A cada dia piora

Nada resta do que foi
Tudo se modificou 
Do que havia em minha infância 
Decerto se transformou 
Sua própria geografia
Não reconheço hoje em dia
Só a saudade ficou

Do pajeú as barreiras
Pouco-a-pouco as vi sumir
Das casas da nossa vila
O barro saiu dali
Tijolos artesanais 
De onde os nosso ancestrais 
Construíram Calumbi


Do campo de futebol
Que ao lado o rio passava
Das cacimbas do seu leito
Água límpida jorrava 
Abundando quanto doce
Com o tempo tudo acabou-se 
Tal coisa eu não esperava

Água o povo buscava
Era grande a animação
As mulheres com seus potes
Sendo homem ela um galão 
Se uma vinha um outro ia 
Logo o seu galão enchia 
Não havia discussão

Para as mulheres da época
Era um grande desafio 
Água para suas casas
Ambas pegavam no rio
Diariamente o faziam
Seus depósitos enchiam 
Não me desmente quem viu 

O leito do pajeú 
Repleto ficava a tarde
As mulheres conversando
Faziam um grande alarde
Enquanto os potes enchiam 
Todo assunto discutiam 
Grande saudade me invade 

Todo tipo de conversa
Ali a gente escutava 
Alguém que enchia seu pote
Pela amiga esperava
Botava o pote no chão
Com sua cuia na mão
Nova cacimba escavava.  





domingo, 15 de julho de 2012

Crítica

           Em se tratando de política, a opinião de certas pessoas em Calumbi, sequer levo em consideração, pois para mim, são iguais ao papagaio: Dizem o que sabem, mas não sabem o que estão dizendo. Muitos me criticam pelo fato de eu ter mudado de partido. Só um lembrete a quem não sabe o que diz, eu mudei do andar de cima, para o andar de baixo, isto é, saí do partido da situação e estou no partido de oposição, enquanto muitos que me criticam, saem do andar de baixo, para o andar de cima. Com a palavra aqueles que me criticam!

Ao povo de Calumbi.

Em termos de educação Edinete é a solução
De opinião não mude
Se o povo está carente Edinete está presente
Investindo na saúde
Nossa gente quer mudança Edinete é a esperança
Novo tempo irá surgir Edinete a gente aceita
Para ser nossa prefeita para o bem de Calumbi


Ta sofrido o nosso povo e não vai errar de novo
Pelo bem da nossa história chega de decepções
Dr. Cícero Simões do povo está na memória
Trabalha incansavelmente consultando toda gente
E o faz de coração todo povo lhe agradece
Seu trabalho reconhece que é sem descriminação


Da maneira em que está não pode continuar
Foi da forma que eu previ 
Nosso povo abandonado seus salários atrasados 
Tal descaso eu nunca vi
Nossa gente no sufoco
Sem dúvida vai dar o troco nas futuras eleições
Em outubro dia sete
Vai votar em Edinete irmã de Cícero Simões


Alguns vivem na opulência que falta de consciência 
É assim nossa cidade muitos vivem esnobando
E a maioria penando sofrendo necessidades 
Com o sofrimento do povo me revolto e me comovo 
A mudança nos compete nas futuras eleições 
Lembre Cícero Simões dê seu voto a Edinete


Já quem é aposentado com razão está magoado
Seu direito é o que procura esse povo tem razão
Nossa constituição tal direito lhe assegura 
Muitos anos trabalharam depois que se aposentaram 
A injustiça lhes consome pobres dos aposentados 
Com os salários atrasados sujeitos a passar fome


O PT da presidente entre nós está presente é assim que o povo quer
Edinete é como eu disse Cleoni é a sua vice
Veja a força da mulher 
Use a sua inteligência ouça a sua consciência 
Vamos voltar a sorrir nossa gente entristecida
Vai dar grande investida pra libertar Calumbi.

Contato: francodedunga@gmail.com

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sou fiel ao coração.



Descrevo o que o povo diz
Suas palavras endosso 
Por eu dizer a verdade
Ser perseguido ate posso
Acho que justo não é
Aos contras dar o filé
E aos amigos dar os ossos


Quem quiser ter bom emprego
Ser prestigiado aqui
Só mesmo votando contra
Tudo pode conseguir 
Amigos ficam na lona
É assim que funciona
A política em Calumbi


Quem perde apoia a quem ganha
Só os importa a posição 
Sem qualquer ressentimento 
Um a o outro dar a mão
As ofensas que trocaram 
Da mente ambos tiraram 
Ate a próxima eleição


Para o lado do poder
Quem perde aqui se inclina 
O que interessa é estar
Do lado de quem domina
O poder é um tesouro
Só pode encontrar o ouro
Quem está dentro da mina


Para o grupo do prefeito
Existe a conveniência 
Cada um protege aquele
Que é da sua preferência 
Com empregos garantidos
Os demais são excluídos
Não existe consciência 


Dinheiro não é problema
Para a classe dominante
Para o restante do povo
Só piora a cada instante
Quem não manda fica fora
Pelo seu direito implora
É algo mais que humilhante 


Quem de fato em Calumbi 
Pertence a oposição?
Se é aquele troca troca
A cada nova eleição
Na maratona política
O sabido atrás não fica
Migra pra situação


Se o político é egoísta
Só pra si quer o que é bom
Procure outra profissão
Deus não lhe deu esse dom 
Se o povo não o aprova
Seu mandato não renova
A coisa muda de tom


Ninguém imagina a mágoa
Que trago dentro do peito
A injustiça me revolta
É algo que não aceito
Dia-a-dia a raiva cresce
Ao ver quem nada merece
Obter todo direito


Daqueles que puxam saco
Dispenso a opinião 
Eu descrevi o que sinto
Para quem tem formação 
Não pra quem só diz bobagem
Visando tirar vantagem
Nega-se a me dar razão 


O que eu disse do prefeito
Não o ofendi moralmente 
Descrevi só a verdade
Tudo o que meu peito sente
Com o que sinto não me calo
Mas nunca ousei detratá-lo 
Como assim fez muita gente.



Contato: francodedunga@gmail.com