sábado, 28 de julho de 2012

O ciúme

O ciúme é o fogo para a pólvora
É poeira para o tuberculoso 
É cangalha para o burro manhoso
É espirro pra quem foi operado
Futebol para um homem mutilado 
É a cruz que se mostra a satanás 
É a guerra que substitui a paz
O amor ele destrói em cem porcento 
Como a lepra destrói de pouco-a-pouco
O ciúme destrói o casamento

O ciúme é como a lança
Quando atinge o alvo em cheio
Deixa um ferimento feio
No local que atingiu 
Diz ter visto o que não viu
Vai destilando o veneno
Ver grande o que é pequeno
Tudo só vê com aumento 
Não há dúvida que o ciúme 
Destrói qualquer casamento

O ciúme é anão
Mas tem olhos de gigante
É uma batalha incessante
Entre o real e a mentira
O ciúme se inspira
Somente em suposições
Prejudica aos corações
Leva-os ao padecimento 
Não há dúvida que o ciúme
Destrói qualquer casamento.


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