terça-feira, 17 de julho de 2012

As aparências enganam

Eu conheço muita gente
Que era alegre e sorridente
Andava mostrando os dentes
Mas era por nada ter
Hoje por pensar que tem
Não cumprimenta a ninguém
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Mudou da água pro vinho
Ontem chita hoje linho
Até muda de caminho
Quando na rua me ver
Sabendo não ser ninguém
Só empáfia é o que tem
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Gente que tão pobre eu vi 
Só por um degrau subir
Hoje nega-se a sorrir
Ostenta sem nada ter
Vou um pouco mais além 
Para mim não é ninguém
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Em quem antes confiei
Me decepcionei 
Mas bom proveito tirei
Claramente posso ver
Isentar não sei a quem
Que não tinha e hoje tem
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Quem antes fora bonzinho 
Ao me ver torce o caminho
Em frente sigo sozinho
Já nada posso fazer
O mesmo faço também
Lhe vejo como ninguém
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Gente insignificante
Porém se juga importante 
A desprezo a casa instante
Só assim eu sei fazer
Comigo estou muito bem
Gente ruim não me convém 
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

Quem antes se camuflava
Muito bem representava
E demonstração não dava
Para a verdade esconder
O que a tona um dia vem
A qual não poupa ninguém 
Quer saber quem é alguém?
Dê-lhe dinheiro e poder

É essa a realidade
Descrevi só a verdade
Gente sem dignidade
É o que mais a gente vê
Nenhuma dúvida me resta
Não está escrito na testa
Quer saber se alguém presta?
Dê-lhe dinheiro e poder.

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