segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sou fiel ao coração.



Descrevo o que o povo diz
Suas palavras endosso 
Por eu dizer a verdade
Ser perseguido ate posso
Acho que justo não é
Aos contras dar o filé
E aos amigos dar os ossos


Quem quiser ter bom emprego
Ser prestigiado aqui
Só mesmo votando contra
Tudo pode conseguir 
Amigos ficam na lona
É assim que funciona
A política em Calumbi


Quem perde apoia a quem ganha
Só os importa a posição 
Sem qualquer ressentimento 
Um a o outro dar a mão
As ofensas que trocaram 
Da mente ambos tiraram 
Ate a próxima eleição


Para o lado do poder
Quem perde aqui se inclina 
O que interessa é estar
Do lado de quem domina
O poder é um tesouro
Só pode encontrar o ouro
Quem está dentro da mina


Para o grupo do prefeito
Existe a conveniência 
Cada um protege aquele
Que é da sua preferência 
Com empregos garantidos
Os demais são excluídos
Não existe consciência 


Dinheiro não é problema
Para a classe dominante
Para o restante do povo
Só piora a cada instante
Quem não manda fica fora
Pelo seu direito implora
É algo mais que humilhante 


Quem de fato em Calumbi 
Pertence a oposição?
Se é aquele troca troca
A cada nova eleição
Na maratona política
O sabido atrás não fica
Migra pra situação


Se o político é egoísta
Só pra si quer o que é bom
Procure outra profissão
Deus não lhe deu esse dom 
Se o povo não o aprova
Seu mandato não renova
A coisa muda de tom


Ninguém imagina a mágoa
Que trago dentro do peito
A injustiça me revolta
É algo que não aceito
Dia-a-dia a raiva cresce
Ao ver quem nada merece
Obter todo direito


Daqueles que puxam saco
Dispenso a opinião 
Eu descrevi o que sinto
Para quem tem formação 
Não pra quem só diz bobagem
Visando tirar vantagem
Nega-se a me dar razão 


O que eu disse do prefeito
Não o ofendi moralmente 
Descrevi só a verdade
Tudo o que meu peito sente
Com o que sinto não me calo
Mas nunca ousei detratá-lo 
Como assim fez muita gente.



Contato: francodedunga@gmail.com


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