sábado, 1 de junho de 2013

Calumbi de Outrora

Quem viveu em Calumbi há muitos anos atrás, sabe que digo a verdade quando descrevo certas coisas em relação a mudança brutal que Calumbi sofreu com o comportamento de certa gente que mudou da água para o vinho. Me refiro ao comportamento descriminatório de certas pessoas em Calumbi, que agem de forma conveniente em relação às pessoas mais humildes, sem levar em consideração o fato de que as estão magoando profundamente. São as pessoas que agem dessa forma que ora me refiro. A descriminação social em Calumbi a cada dia ganha vulto: Quem tem, tudo vale. Quem nada tem, nada vale. Em Calumbi o mercenarismo dita as regras!

Vendo agora Calumbi
Não reconheço mais
Minha pequenina vila
Terra dos meus ancestrais
Do que fora nada resta
O seu passado contesta
O que o presente me traz

Aqui existia a paz
Era unido o nosso povo
Do passado que existiu
Me recordo e me comovo
Me vem fortes emoções
Nas minhas recordações
Tudo revivo de novo

Reinava a tranquilidade
Na época da minha infância
Havia compreensão
Consciência e tolerância
Existia mais respeito
Prevalecia o direito
Não existia arrogância

Não havia tanta intriga
Quanto agora no presente
 O povo era mais ordeiro
E sem dúvida mais prudente
As pessoas eram pobres
Seus corações eram nobres
Seus atos bem diferentes

Sem dúvida o mercenarismo
Calumbi desconhecia
Por isto é que o nosso povo
Muito tranquilo vivia
Sem mania de riqueza
Admitia a pobreza
Um com o outro se entendia

Calumbi atualmente
Como está não justifica
Quem compra uma bicicleta
Depressa se modifica
Fica as vezes sem comer
Nada é porém quer ser
Pensa como gente rica

Eu olho pra certa gente
E fico a imaginar
Quem nada foi nada é
De certo nada será
Mas fingi grande importância 
É uma pilha de arrogância
Quase chega a flutuar

Eu fico a me perguntar
E não me sai da lembrança
Sobre os tempos que se foram
Dos meus dias de criança
Foi aqui que eu nasci
Não sei porque Calumbi
Adotou cruel mudança

O povo se transformou
Perdeu a simplicidade
Cada um só pensa em si
É grande a desigualdade
Era pequena e tranquila
Tão pura quando era vila
Já hoje tudo é maldade

Depois que virou cidade
Não a reconheço mais
Perdeu a tranquilidade
Foi embora a nossa paz
Tão boa era a nossa terra
Vivem seus filhos em guerra
Por poder e nada mais. 

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