Calumbi, nome original desde sua fundação, quando surgiram
as primeiras construções, nos idos de 1830. Aos poucos foi se desenvolvendo até
que veio a construção da igreja local pelo Frei. Serafim de Catânia. No ano de
1934, Calumbi passou a categoria de povoado, passando a se chamar São Serafim,
em homenagem ao Frei Serafim de Catânia, que construiu a nossa igreja. Em 1963
o então povoado de São Serafim, passou a ser cidade, voltando novamente a
chamar-se Calumbi, nome original. Se na verdade o nome tem alguma influência
sobre quem o recebe, Calumbi tem tudo a ver com o nome que lhe deram, pois a
planta cujo nome é “Calumbi”, é da família das leguminosas, cujos espinhos são
pontiagudos em toda extensão dos seus galhos que crescem na vertical,
dobrando-se na horizontal, formando uma moita impenetrável, cujo acesso é
impossível, salvo para pequenos lagartos, cobras e preás. O “Calumbi” é uma
planta encontrada em toda extensão do Rio Pajeú, no Sertão de Pernambuco.
Nos versos seguintes, eu comparo o antigo povoado de São
Serafim que fora tão bom e hospitaleiro, com a triste realidade que hoje
vivemos em nossa cidade cujo nome é Calumbi, planta de espinhos que parece
exigir que os seus habitantes sejam da mesma forma. É como se fosse um tributo
cobrado pela planta, por ter emprestado o seu nome a nossa cidade!
São Serafim foi uma
tela
Que aos poucos perdeu
as cores
Foi outrora uma
roseira
Toda encoberta de
flores
Calumbi tem só
espinhos
Que infestam os
caminhos
Dos atuais moradores
Quando era São
Serafim
Seus filhos eram
graúdos
Passando a ser
Calumbi
Tornaram-se tão
miúdos
Como estou a
descrever
O que tem pra
oferecer
São espinhos
pontiagudos
Calumbi está atolado
Na areia movediça
O dinheiro dita as
regras
É o alvo da cobiça
Sabe eu e sabes tu
Que famintos urubus
De outros querem a
carniça.
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